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5 problemas gerados por falta de autoestima.

Atualizado: Mai 15

É muito desafiador para alguém que não acredita em si encarar um novo projeto. Precisamos conversar sobre isso.

“Um grande erro: Acreditar ser mais do que se é e se estimar menos do que se vale" (Goethe)

A falta de autoestima, ou, como diria a maioria, baixa autoestima, é algo que pode acarretar diversos desafios na vida pessoal e profissional dos seres humanos. Sabemos que, atualmente, tem ocorrido inúmeros casos com personalidades que ocupam altos cargos em empresas multinacionais e também em funcionários públicos.

Para ilustrar, imagine comigo o seguinte cenário:


Uma jovem, de aproximadamente 40 anos, formada em direito pela melhor universidade do país, com pós-graduação e diversos cursos de extensão universitário, realizada e feliz na sua vida amorosa e familiar. Ela hoje atua, profissionalmente, como juíza federal e está neste cargo há bons anos.

Convenhamos que este é um grande exemplo de mulher bem-sucedida!



Agora vamos refletir:

- Será que esta mulher está imune aos efeitos da falta de autoestima?

- Será que ela, diante de todas as conquistas profissionais e pessoais, está livre dos momentos de introspecção e dúvidas a respeito da sua vida, ou de como será o futuro?

- Será que é possível que ela se sinta pressionada ou com medo de se colocar diante dos colegas de trabalho por não se sentir tão capaz? Ou até mesmo não enxergue nela mesma o sucesso que os outros declaram sobre ela?

Sim! Tudo isso é possível! Pois isso, neste material, vamos abordar 5 dos principais problemas gerados por falta de autoestima. E isto serve tanto para mulheres quanto para homens.


Primeiro de tudo: O que é autoestima?

Segundo o site www.wikipedia.com , auto estima é uma avaliação realizada de dentro para fora do ser humano. Se pauta tanto nas crenças, ou seja, naquilo que a pessoa acredita, quanto no que ela sente a respeito de si mesma.


Em relação ao que acreditamos, podemos definir nossas verdades baseadas no que escutamos, no saber do que experimentamos, principalmente, naquilo que enxergamos.

Nossa autoestima, então, sofre influências externas.


Estas influências externas geram, necessariamente, consequências internas, provenientes daquilo que experimentamos através dos sentidos. Podemos ter sentimentos de triunfo ou de desespero, de orgulho ou de vergonha.


Resumindo, nossa autoestima é o que pensamos a respeito de nós mesmos. E ela é influenciada pelo meio externo (através dos nossos sentidos); e geram consequências internas, por meio do que sentimos. Tudo aquilo que vemos e enxergamos a nosso respeito gera automaticamente um sentimento que valida esta visão de nós mesmos. Exemplo: Como é nossa voz?


Se nós nos vemos como líderes, vamos sentir autoridade, e isso dará firmeza ao nosso tom de voz para se comunicar com nossa equipe. Se nós nos vemos como incapazes, vamos sentir medo e isso trará fraqueza ao nosso tom de voz.


E quais são as principais características que nos mostram que nossa autoestima pode estar sendo abalada?


1 - Indecisão

Quando em nossa vida pessoal, ou profissional, precisamos decidir e não fazemos, isso começa a minar a nossa autoestima. Todas as vezes que não conseguimos tomar uma decisão nos sentimos incapazes e começamos a nos enxergar como indecisos.


Por nos vermos como indecisos, passamos a sentir medo de tomar decisões mais simples, até chegar um dia onde não conseguimos mais decidir qual roupa usar ou o que comer no café da manhã.


Passamos a sentir a necessidade da opinião de alguém para tudo e, dependendo do estágio, nem com ajuda conseguimos dizer sim ou não.


Decidir não é somente o ato de dizer sim para uma opção, mas também o ato de dizer não à opções extraordinárias, e este é o grande desafio!


Às vezes você pode estar passando por uma fase semelhante no seu trabalho, onde deve decidir para onde vão os investimentos, se deve mudar de emprego ou se é melhor utilizar daquele produto de limpeza que está fechado no almoxarifado. Não importa o nível hierárquico que você ocupa na sua empresa ou a função que desempenha na sua comunidade, o que importa é o fato de termos sempre que fazer escolhas. E quando não nos sentimos aptos a tomar decisões, ou fazer escolhas, nos sentimos mal com nós mesmos, e isso derruba nosso nível de autoestima.


2 - Desorganização

Não lembrar onde deixou as chaves do carro, ou o cartão de crédito são indícios que estamos com a cabeça cheia de coisas.


Você pode até não acreditar, mas cabe muito mais informações na nossa cabeça do que aquelas que já temos armazenada. Nosso cérebro é um HD com capacidade inesgotável de armazenamento, mas existe algo que pode estar atrapalhando nossa mente a acessar as informações corretas no momento em que precisamos dela. A necessidade de decidir por isto ou aquilo faz com que nosso sistema de acesso a informação fique prejudicado, e por isso ficamos com a sensação de que estamos com a "cabeça cheia" e não conseguimos organizar nada na nossa vida.


Agora, sabe o que acontece com a nossa autoestima por conta disso? Cai mais um pouco! Pois passamos a acreditar que somos mesmos desorganizados e começamos a declarar isso a todo momento: "onde eu estava com a cabeça?", "estou ficando louca mesmo", "eu não consigo mesmo"


Estas declarações começam a fazer parte do nosso interior e passamos a nos enxergar dessa forma.


É simples distinguir quando isso acontece somente olhando para a pessoa, pois dá para notar a total negligência com a autoimagem. Por se caracterizar como uma pessoa "desorganizada", ela começa a dizer “tudo bem” por estar acima do peso, com cabelo despenteado ou sem maquiagem (para o caso das mulheres).


Usar a frase “não tenho tempo para me cuidar", na maioria das vezes é uma grande justificativa que damos a nossa mente para nos manter do jeitinho que nos enxergamos, com baixo valor, baixa estima própria.


3 - Paralisação

Decorrente do desafio de decidir, a paralisação (ou falta de ação) é uma consequência muito comum para aqueles que passam por problemas de autoestima.


É muito desafiador, para alguém que não acredita em si, encarar um novo projeto, pois assumir riscos e colocar em prática seu conhecimento são atitudes quase que inaceitável quando nossa autoestima está afetada.


Essa percepção sobre nós mesmos de que não somos capazes, por ser desorganizados, ou por não termos as habilidades, ou por achar que existe alguém que mereça ou está mais preparado que nós, gera insegurança, incerteza e instabilidade, qualidades não congruentes com realizações ou com o desejo de sentir orgulho pelos seus próprios feitos.


Atenção! Negar um convite para encarar um desafio novo pode ser um grande indício de baixa autoestima, pois sinaliza falta de autoconfiança.


4 - Estagnação

O contrário de evoluir é estagnar.

O que uma pessoa com o amor próprio abalado mais quer é sentir-se cada vez pior, é o efeito da tão conhecida “auto piedade”. Tudo o que ele quer é alimentar esse sentimento de diminuição em relação aos outros!


Isso é um problema grave e que precisa de atenção.

Às vezes quando percebemos pessoas se destacando ao nosso redor é comum começarmos a ressaltar o que NÃO é tão bom em nós para justificar o que é bom neles e com isso começamos a apedrejar nosso brio. As frases que mais saem da nossa boca neste momento são: "eu fiz assim a vida inteira", "eu preciso entender primeiro como funciona", "eu tenho que fazer isso antes"


A ausência de um plano para crescer e progredir é um grande problema encontrado naqueles que sofrem com a falta de autoestima. Eles começam a ficar cada vez menos esperançosos e em alguns casos, muito negativos. Começam a pensar que tudo o que forem fazer vai dar errado.


Eu chamo esse quadro comportamental de “Síndrome do Hardy. E se você tem mais de 40 anos, sabe do que estou falando. Falo do personagem do desenho animado “Lippy & Hardy”. Criado pelos estúdios da Hanna Barbera, no início dos anos 60. Essa animação retratava a inusitada parceria entre um Leão (Lippy) e uma Hiena (Hardy). O leão era todo voluntarioso, confiante e criativo ao bolar planos para fazer as coisas acontecer para ambos. Mas quando ia apresentar suas ideias para a Hiena, sempre ouvia coisas como “isso não vai dar certo...”. E, como muitas das nossas iniciativas não dão certo mesmo, pois é assim que as coisas funcionam, na maioria das vezes ambos se metiam em apuros. E quando isso acontecia, o Hardy repetia seu principal bordão: “Oh vida! Oh céus! Oh azar! ”.


Normalmente, quem sofre da “Síndrome de Hardy”, precisa recalibrar sua autoestima.


5 - Aceitação

Quando enxergamos em nós mesmos somente a incapacidade, a inabilidade e a paralisação fica impossível aceitar que algumas realizações foram conquistadas a partir das nossas próprias mãos.


Muitas pessoas podem vir nos parabenizar e ressaltar o quanto somos importantes, e por si só, esse ato não vai aumentar nossa honra. Não vamos permitir que isso aconteça, pois o que queremos é nos manter insignificantes.


Quando estamos passando pelo desafio da incerteza de quanto vale o meu EU, somos capazes de ignorar tudo aquilo que conseguimos construir e passamos a dar ênfase aquilo que faltou concluir.


Esse caminho de apontar as falhas e esconder as conquistas (as vezes nem aceitar que são nossas conquistas) fomenta cada vez mais o sentimento de pequenez ao qual estamos nos submetendo.


Realmente é muito duro perceber que a autoestima está tão à mercê do que acontece ao nosso redor, não é mesmo?


É muito importante estarmos atentos às evidências do que pode estar acontecendo com as pessoas ao nosso redor.


Muitas vezes, atendendo clientes é possível perceber que um grande número deles deposita tanta expectativa no que o outro pode fazer para ajudá-lo que ele esquece da parcela dele de responsabilidade. Só essa expectativa pode dar início a uma espiral descendente de emoção e terminar em um desses 5 pontos.


Elas não enxergam quem elas são.


Lembre-se sempre: a forma como você se vê define o que você sente por você mesmo e isso determina como você lida com o mundo ao seu redor.

Portanto, valorize-se.

Encontre seu superpoder e potencialize-o.

Pode ser uma característica física ou comportamental, não importa.

Mas quando encontrar, traga ele à luz de todos, para que reconheçam você pelo que você tem de melhor!


Para finalizar, parafraseando com Goethe, que citei no início desse texto,


Tenha muito cuidado com as atitudes que mostram algo que você não é,

e atenção maior ainda aos valores que você carrega, sim, esses valores dentro de você!








Leandro Gasparelo tem ajudado empreendedores e profissionais a atingirem melhores resultados através de redefinição de negócio e alinhamento de propósito.




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